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terça-feira, 21 de abril de 2015

Bela homenagem a Nossa Cordeona!




Um Tributo a Nossa Gaita
(Chiquito e Bordoneio)

A Gaita que se abre nesse sul americano
cruzou o oceano no embalo de um navio.
Aquerenciou na alma do Rio Grande pelo duro
pra mostrar no futuro como o fandango surgiu.
Com os Irmãos Bertusse fez duetos de alegria
pioneira parceria prenunciando um tempo novo.
O sangue de gaucho pede gaita pra dançar
e por isso o Adelar segue alegrando o povo.

Do alto de São Chico a gaita aqueceu invernos
e se fez o amor eterno do gaiteiro ainda menino.
Inspirou vaneirinhas de amor e de saudade
parcerias de verdade nas madrugadas do Albino.
De Bom Jesus pro mundo abraçado com carinho
apontou o caminho de um serrano sim senhor!
Edson Dutra doutor de alma gaiteira
fez bugio e fez vaneira para o serrano cantor.

E são as gaitas do Rio Grande que num toque de vaneira
nada igual nunca se viu,
és rainha o tempo inteiro e nas munhecas de um gaiteiro,
vai conquistando o Brasil.

Conquistou o Bruno Neher e alegrou a alemoada
com os três Xirus na estrada, tem uma história sem fim.
Cruzando em Soledade com Gildinho e Chiquito
num trancão velho bonito se bandeou pra Erechim.
A gaita também anda com o Gaúcho da Fronteira
e a versão botoneira  conquistou o seu espaço.
Nas mãos do Porca Véia traz todo mundo pra dança
e revive as lembranças espichadas num gaitaço.


Pro Airton Machado vale mais do que um tesouro
no Garotos de Ouro é uma jóia de valor.
Com João Luiz Corrêa se arreganha de alegria
e acalma a rebeldia de um bagual corcoveador.
A gaita que tem alma do Rio Grande fandangueiro
coração de gaiteiro tem compasso e tem floreio.
Razão de festas lindas e de costume sempre vivo
gauchesco motivo que encanta o Bordoneio.

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